Game em Foco - Zelda II: Adventure Of Link (NES)

 


No ano de 1988 era lançado para o NES nos Estados Unidos, o game Zelda II: Adventure Of Link, a sequência de um clássico da Nintendo trazendo inovações e elementos bem diferentes do primeiro título, como o uso maior do Side-scrolling (nos moldes do Super Mario bros) em batalhas e nos vilarejos, e no quesito experiência do personagem que teve elementos ampliados, e essa e outras mudanças ocasionaram reações diversas entre os fãs, com críticas e elogios, mas o resultado final é um jogo bem interessante, com desafios, mecânicas novas e um grau de dificuldade que o tornam uma variedade no cardápio desse título incrível.


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HISTÓRIA:

 

Em tempos longínquos existia um rei que tinha a Triforce da Sabedoria e a Triforce do Poder, percebendo que estava para morrer devido a um tipo de magia, o rei entrega esses dois poderes para a sua filha mais nova: a princesa Zelda. O filho mais velho desse rei não gostou da atitude do pai, já que esse poder deveria ser dele, e com o intuito de tomá-lo da irmã, se junta a um feiticeiro e ameaça a Zelda para que fale onde estão as duas triforces, mas a jovem não revela o paradeiro dos poderes. Assim o feiticeiro lança uma magia que faz a princesa adormecer e aquele grande poder o faz morrer no processo. O príncipe fica assustado com tudo aquilo principalmente quando descobre que o seu pai havia morrido pela magia daquele mesmo feiticeiro, e agora ele sendo o rei resolve levar o corpo de Zelda para a torre mais alta do castelo afim de que algum dia as triforces possam reaparecer e a princesa acordar.

Anos depois desse evento, Link percebe uma marca estranha nas costas da mão esquerda, que tem o símbolo de Hyrule, ao procurar Impa, ele é levado ao Castelo do Norte onde há uma porta magicamente fechada a muito tempo, nessa porta, Impa coloca a mão marcada do Link, e isso faz com que a magia desapareça revelando que uma jovem estava ali dentro, ela se chama Zelda. Impa revela toda a história ao Link, e diz que ele é o herói escolhido para despertar a jovem princesa, assim é dado a ele um baú com seis cristais e uns escritos que o link consegue ler, e aqui o garoto descobre o que precisa fazer com os objetos, coloca-los em seis palácios por toda a Hyrule, para assim poder obter a triforce que pode despertar a Zelda, mas no seu caminho estão os seguidores de Ganon, seu inimigo, que sabendo que ele era o escolhido, tentarão mata-lo para usar o seu sangue nas cinzas do vilão para trazê-lo de volta a vida.


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PONTOS CURIOSOS DO GAME:


- Nesse game a Nintendo adotou o sistema de visão lateral, o chamado Side-scrolling com muito mais ênfase, estando presente nas cidades, nos palácios e nas batalhas, bem diferente do que viria a ser apresentado nos jogos posteriores, a explicação era que Shigeru Miyamoto queria um game com visão lateral e que pudesse lutar contra vários inimigos ao mesmo tempo e várias vezes.


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- A jogabilidade do Side-scrolling e a sistema de experiências desse game são semelhantes a alguns jogos já existentes na época como Castlevania da Konami, o sistema de combate, vida limitadas, pontos de experiências, feitiços e ainda conversa com os NPCs, que davam dinâmica e base de história para a gameplay.

- Os gráficos de Zelda II são mais polidos e com novos elementos, apesar de serem semelhantes ao primeiro jogo, mas as inovações refletem nos ecossistemas, como areia, árvores, grama, e na presença de inimigos no mapa, e nas partes de side-scrolling é muito parecido com outros games principalmente o Super Mario Bros.


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- As músicas do game não foram compostas por Koji Kondo que é o artista responsável pelas músicas do primeiro game, aqui as trilhas são de Akito Nakatsuka

- Alguns efeitos sonoros novos estão presentes no game, mas podemos destacar o som de rugido dos chefes, que aparecem na versão japonesa do título.

- Foram lançados dois games da franquia The Legend Of Zelda para o Philips CD-i, um console dos anos 80, Link: The Faces Of Evil e Zelda: The Wand Of Gamelon, mas nenhum deles é considerado canônico.   





- Link ganha pontos de experiência para ataque, magia e aumento de vida derrotando inimigos, e o jogador pode optar em qual atributo quer evoluir ou até mesmo continuar ganhando e acumulando experiências.


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- A visualização Side-scrolling está em boa parte do game, como nas áreas de cidade, onde se conversa com as pessoas, e nas batalhas com os inimigos. A visão com perspectiva de cima para baixo, aparece aqui somente no chamado Overworld, que podemos chamar de mapa, onde se desloca de uma área para outra, e é aqui nesse ponto que se encontra com inimigos e se entra nas batalhas.


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- No gameplay desse título o link está armado com sua espada e escudo, e os ataques são em pé, agachado, defesa, pulo, e o nível vai depender da experiência incluindo aí magias.


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- Como em todo o Zelda, você deve coletar itens para progredir no game, e nesse não é diferente, mas muito dos itens aqui tem uso permanente, além de feitiços que precisam ser aprendidos com um velho sábio.

- Zelda II vendeu muito bem na época mas mesmo assim foi criticado pelos especialistas e também por fãs fervorosos por conta das mudanças no estilo do game em relação ao primeiro título, talvez por isso a Nintendo não usou mais muitos dos elementos presentes nesse jogo.

- Segundo Shigeru Miyamoto, esse game é o único que ele considera um fracasso, principalmente pelas limitações do Hardware do console, mas como disse no item anterior, as críticas dos fãs e dos especialistas também formaram muito essa opinião.

- O game é o único da franquia a não incluir o nome The Legend Of Zelda no título americano, o game saiu no ocidente com o nome Zelda II: The Adventure Of Link. 

- O game foi lançado no Japão em janeiro de 1987 e nos Estados Unidos chegou em setembro de 1988, e o nome japonês é o que foi adotado posteriormente, The Legend Of Zelda: The Adventure Of Link.


CONSIDERAÇÕES DO GNOMO:


O título já é clássico, The Legend Of Zelda é um marco na história dos video games e da indústria de games, e a Nintendo foi muito feliz em produzir essa franquia pelas mãos do Miyamoto, mas falando especificamente desse Zelda II que é o título americano, eu nunca havia jogado e somente lido em algumas revistas e sites sobre o game, então quando peguei pra me aventurar foi um baque por tudo que foi falado nesse texto. A visão lateral, o side-scrolling, torna o jogo muito diferente de qualquer outro da franquia, inclusive em nível de dificuldade, onde alguns cenários são extremamente difíceis, e se tratando de um RPG isso causa uma certa estranheza que só vai se acostumando depois de algum tempo de jogatina. Os controles são simples e eficazes como nos jogos de plataforma e ação, uma mistura de Super Mario e Castlevania. Você é obrigado a falar praticamente com todos os NPCs porque se não algum item pode ser perdido ou não vai acontecer nenhum avanço, e o desespero bate nos games de 8 bits quando se fica perdido no que fazer. A trilha sonora é muito interessante e agradável, como todo jogo da franquia, e traz um bom trabalho do Akito Nakatsuka, que substituiu aqui a lenda Koji Kondo. Os graficos são bonitos e garantem horas de jogatina por ser muito dinâmico e trazer um elemento de ação e plataforma, e eu sei que essa foi exatamente a crítica dos fãs da época e de muitos até hoje, mas acho que vai muito de gosto pessoal.

Pra finalizar, esse game merece ser jogado e relembrado sempre, pra mostrar o quanto a Nintendo sempre tentou criar ou moldar elementos já existentes desde cedo, e mesmo que esse Zelda seja digamos "diferente", a diversão é garantida com horas de jogatina que não poderia faltar, mas já adianto que não é um game dos mais fáceis, porém quem ama os jogos de 8 bits já sabe bem disso, e está acostumado com as dificuldades kamikazes dessa época, pra você que é novo nesse ambiente, só vem é aproveite bastante esse clássico.


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